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Polícia Lama Asfáltica

PF mira ex-secretário de Governo e atual conselheiro do TCE na Operação Mineração de Ouro

Um dos principais alvos é o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Osmar Domingues Jeronymo, que foi secretário estadual de Governo na gestão de André Puccinelli (MDB).

08/06/2021 08h20
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Por: Da redação
PF mira ex-secretário de Governo e atual conselheiro do TCE na Operação Mineração de Ouro
 
PF encontra fortuna em ação contra conselheiro do TCE (Foto: Divulgação)

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (8), a Operação Mineração de Ouro para cumprir 20 mandados de busca e apreensão determinados pelo Superior Tribunal de Justiça. Um dos principais alvos é o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Osmar Domingues Jeronymo, que foi secretário estadual de Governo na gestão de André Puccinelli (MDB).

Conforme a corporação, as investigações tiveram início a partir de informações obtidas no âmbito da Operação Lama Asfáltica. Como o conselheiro tem foro privilegiado, o inquérito precisou de aval do STJ.

Jeronymo é um dos investigados pelos crimes de peculato, corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Os policiais cumprem mandados de busca no gabinete do conselheiro e na casa no Residencial Damha.

Os mandados de busca e a apreensão são cumpridos em Campo Grande, Sidrolândia e Brasília (DF).  Além da PF, a operação conta com auditores da Receita Federal do Brasil e da CGU (Controladoria-Geral da União). No total, 102 policiais federais participam da operação.

“O nome da operação decorre de indícios de que a aquisição de direitos relacionados a mineração tenha sido utilizada para lavagem de dinheiro”, conforme nota da superintendência regional de Mato Grosso do Sul.

Esta é a primeira vez que a PF mira Osmar Jeronymo, principal articulador político e braço direito do ex-governador André Puccinelli. A Operação Lama Asfáltica já encontrou indícios de que a organização criminosa, chefiada pelo emedebista, junto com o ex-secretário estadual de Obras, Edson Giroto, e o empresário João Amorim, teria desviado mais de R$ 430 milhões dos cofres públicos.

Várias ações criminais e de improbidade administrativa já foram protocoladas contra o grupo na justiça estadual e federal.

Equipe da força-tarefa em frente ao Tribunal de Contas, em Campo Grande. (Foto: Divulgação/PF)

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